dor-aguda de dente o que fazer?

Dor aguda no dente e emergências cirúrgicas

Em alguns momentos recebemos pacientes que nos procuram exclusivamente para resolver um problema de dor aguda no dente. Esses casos acontecem, pois muitas pessoas são pouco esclarecidas quanto à importância de um controle periodontal ou consultas de “revisão“, no mínimo a cada 6 meses. Sim, pois essas “revisões” são capazes de detectar problemas antes que os mesmos aconteçam, mantendo a boca sempre saudável e livre de doenças. As emergências cirúrgicas, normalmente, estão relacionadas à drenagem de abcessos, que são bolsas de pus na gengiva, extremamente doloridas e resultado de infecções crônicas (brandas) não tratadas. Se um paciente frequentar, no mínimo, duas vezes ao ano o periodontista, e fizer uso das dicas de higienização específicas para o seu caso, muito dificilmente ocorrerá um processo de infecção aguda (abcesso), e a necessidade de se submeter a uma emergência cirúrgica. No período da manhã, um paciente nos procurou com muita dor nos molares inferiores do lado direito. Pelo exame clínico, foi possível detectar edema (inchaço) local, sangramento da gengiva e hálito fétido (mau hálito), proveniente da ação bacteriana. Após tentativa de drenagem de pus através da gengiva (sem sucesso), foi realizada radiografia do local. O dente 47 estava provocando uma enorme reabsorção (perda óssea) na raiz do dente vizinho, que além disso apresentava dor por pulpite (inflamação da polpa) e infecção periodontal (gengiva e tecido adjacentes) avançada. Por não haver sinais clínicos de infecção aguda (sem presença de pus), e o paciente não apresentar febre, enfartamento (inchaço) de gânglios e mal-estar generalizado, fizemos uma antibioticoterapia profilática (prescrição preventiva de antibiótico), e por impossibilidade de tratamento, realizamos as extrações desses dentes. Vejam fotografia abaixo: O esperado a partir de agora é a melhora dos sintomas de dor, sangramento e hálito fétido do paciente, porém a sua reabilitação com implantes terá de esperar, no mínimo, 3 meses, para que ocorra neoformação óssea (formação de novo osso), no sítio da extração. “PREVENIR É MELHOR DO QUE REMEDIAR”



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