Carie

Cárie, também transmitida pela saliva.

É muito comum interpretarem a cárie como resultado de uma escovação inadequada e pela ingestão de açúcar, mas a cárie também pode ser transmitida por um simples contato salivar. Beijar, compartilhar talheres, a socialização da mesma escova de dente, e, até mesmo, o hábito materno de experimentar a papinha do bebê podem ser decisivos na transmissão dos micro-organismos da cárie. As milhares de bactérias da boca se alojam na saliva. E, com o micro-organismo não é diferente. Encontrado na placa dentária de pessoas infectadas e de natureza contagiosa, a cárie utiliza a saliva para comprometer a saúde bucal. E, quando a boca que não é saudável oferece condições favoráveis para se desenvolverem, a contaminação acontece. As cáries dentárias são placas bacterianas que produzem ácidos que corroem os dentes, formando uma perfuração de cor escura, que pode provocar dores, inchaço e até a perda dos dentes. No entanto, mesmo havendo o contato salivar de uma pessoa que possui cárie com outra que não tem, o micro-organismo só irá se proliferar se houver um ambiente propício pra isso, ou seja, se a saúde bucal da outra pessoa estiver precária. A cárie é um dos problemas mais comuns encontrados na boca das pessoas, a cárie é uma grande preocupação dos especialistas em saúde bucal. Quase 40% dos adolescentes brasileiros, entre 15 e 19 anos, já perderam ao menos um dente e, em 93% dos casos, a perda foi provocada por uma cárie. A prevenção é a melhor maneira encontrada pelos dentistas para se combater o problema causado pelo micro-organismo da cárie. Uma higiene bucal adequada, com o uso de escova, fio dental e flúor é essencial.  A boca saudável não permite ação da cárie.

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Aparelho ortodôntico – qual a melhor idade?

Qual a melhor idade para se começar um tratamento ortodôntico? Esse é o nosso assunto de hoje. Muitas pessoas questionam qual a melhor idade para começar um tratamento ortodôntico e têm diversas dúvidas sobre o assunto. Vamos desvendar os mitos e as verdades nesse post. É comum hoje em dia, nas salas de aula, encontrar crianças e adolescentes fazendo o tratamento para corrigir os dentes ou a mastigação. Alguns gostam, outros nem tanto. A questão é que o aparelho ortodôntico não serve apenas para a estética, porque também cuida da saúde da pessoa. Dentes desalinhados, para frente ou para trás, prejudicam a autoestima e provocam diversos problemas bucais e faciais como cáries, dificuldades de mastigação, doenças nas gengivas e até dores de cabeça. Essa situação pode acarretar situações desagradáveis a médio e longo prazo, porque interfere nos ossos ao redor dos dentes e causa dores musculares. Por isso, o ideal é que os pais fiquem atentos aos filhos e os levem desde cedo para consultas regulares no dentista, que fará as devidas avaliações para determinar a necessidade ou não do uso do aparelho ortodôntico. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, melhor será o resultado. Causas do problema na infância Crianças que usam chupeta, têm o hábito de chupar os dedos ou respiram pela boca, estão mais propensas a desenvolver problemas nos dentes ainda na infância. Quando a questão é óssea, o mais indicado é que o tratamento ortodôntico comece entre os oito e os dez anos de idade. A idade biológica do paciente é um fator decisivo para o sucesso do procedimento, uma vez que os resultados são melhores durante o período de desenvolvimento facial. Tratamento ortodôntico para adultos Apesar disso, o tratamento para adultos também é possível, mas os cuidados serão maiores. Nesse caso, quando a estrutura óssea já está formada, antes de iniciar o uso de aparelho ortodôntico deve ser feita uma avaliação dentária e periodontal completa. Caso não exista nenhuma alteração nas estruturas, o procedimento pode ser iniciado sem qualquer restrição. Por isso, o tratamento ortodôntico pode ser realizado sem limite de idade, mas já é possível fazer um diagnóstico precoce, e mais eficiente, da arcada dentária a partir dos quatro anos de idade. Sobre as idades Veja abaixo o que pode ser corrigido e qual grau de sucesso do tratamento em cada faixa etária. – A partir dos 5 anos: crianças que têm até 5 anos ou um pouco menos já podem ir ao ortodontista para avaliar possíveis necessidades de um tratamento. Apesar disso, o tratamento nessa idade pode não ser aconselhável por uma série de fatores, como os dentes de leite que ainda serão substituídos pelos permanentes. Além disso, a criança pode não entender a necessidade do aparelho e não cooperar com o tratamento, o que pode prejudicar o resultado. – Entre 6 e 7 anos: com essa idade, as crianças que forem diagnosticadas com mordida aberta ou cruzada, quando os dentes não encostam ou os dentes superiores cruzam com os inferiores, respectivamente, já podem começar o tratamento ortodôntico. Nessa fase, o resultado é rápido e o tratamento, normalmente, dura entre 6 meses e um ano. – Entre 8 e 9 anos: nessa faixa etária, as crianças já podem receber tratamentos relacionados às más oclusões, ou seja, quando os dentes inferiores estão para trás ou quando os superiores estão para frente. No entanto, a melhor idade para esses casos é entre 9 e 14 anos, período que as crianças crescem mais rapidamente. – Entre 12 e 14 anos: todos os dentes já são permanentes nessa idade. Nesse caso, o uso de aparelho fixo com auxílio de brackets é necessário e a duração média do tratamento é de dois anos. – Idade adulta: esse é um momento delicado, mas é quando vários tipos de tratamentos podem ser realizados. São mais longos, já que não é mais possível contar com apoio do crescimento ósseo da pessoa. – Após os 50 anos: esse é um grande mito. Muitas pessoas não sabem que é possível, sim, realizar tratamentos ortodônticos após os 50 anos. A melhor idade para promover todas as devidas correções e ter sucesso absoluto do tratamento já passou, mas ainda assim é possível realizar uma série de tratamentos para ter uma saúde bucal melhor. Marque sua consulta de avaliação gratuitamente. Estamos esperando por você! Texto: Gustavo Frasão, do Hospital Odontológico Cir