A gestante tem mais cáries?

Já falamos aqui no blog um pouco sobre a saúde dos dentes da gestante e de algumas coisas que a mamãe deve prestar bastante atenção. Uma das dúvidas mais comuns é sobre fragilidade maior dos dentes nessa etapa. Pensando em solucionar estas dúvidas, o Blog do CIR Premier traz uma série sobre o assunto.

A gestante tem mais cáries?

Não. Isso não é uma constante. O que acontece é que na gestação o risco de desenvolver cáries aumenta, mas não pela gravidez em si, mas por outros fatores.

A mudança na dieta, por exemplo, é uma delas, devido à maior ingestão de carboidratos e maior frequência alimentar. A desatenção e a dificuldade na escovação devido às ânsias de vômito e mesmo a ocorrência de vômitos podem desequilibrar a saúde bucal. Com isso, se não houver acompanhamento de um dentista, pode causar descalcificação do dente, o que leva ao desenvolvimento da cárie. A causa da cárie da gravidez é, então, a placa bacteriana.

No próximo post sobre saúde bucal na gravidez, vamos falar sobre gengivite.

*Dr. Aurélio Belas

Acompanhamento do dentista durante a gravidez

Durante a gravidez, a mulher passa por uma fase de mudanças fisiológicas bastante complexas, e com isso a saúde bucal também é atingida. Por isso é importante que a mulher tenha cuidado redobrado com a higiene dos dentes.

A mulher grávida deve fazer um acompanhamento com o dentista, com maior frequência inclusive do que uma mulher que não está esperando um bebê.

Ao contrário do que se pensa, durante a gravidez deve-se visitar o dentista com mais freqüência. Como o risco de cáries e inflamação gengival estarão aumentados, o dentista ajudará na prevenção destes problemas, permitindo que a gestante receba seu bebê com a saúde bucal em ordem (o que se refletirá na criança).

Os procedimentos que a mulher grávida pode fazer são profilaxia, aplicação de flúor, remoção de irritações locais que agridem a gengiva e também o aconselhamento sobre a saúde bucal da mamãe e do bebê.

*Dr. Aurélio Belas

Chiclete: mitos e verdade

A ideia de que chiclete é mania de criança está mais do que superada. Os adultos são tão fãs da goma de mascar quanto os pequenos.

Fato é que a indústria alimentícia tem se dedicado a criar produtos cada vez mais cheios de requisitos que se encaixem nas demandas da gente grande, como chiclete sem açúcar e chiclete que promete clarear os dentes, mas sem deixar de lado as versões coloridas, recheadas e de formatos mais variados para a garotada.

Todo tipo de chiclete provoca cárie

Mito. O açúcar presente no chiclete é o grande causador da cárie. Por isso, as versões diet e light podem ficar de fora dessa lista. Porém, alguns corantes e conservantes da composição das gomas podem ser feitos à base de amido e carboidrato, que vão se transformar em açúcar e também são nocivos aos dentes.

O chiclete pode ser benéfico para a higiene bucal

Verdade. A mecânica de mascar e o atrito da goma com os dentes provocam uma limpeza superficial dos dentes. Quanto mais espessa ela for, melhor será o resultado. Mas o chiclete não substitui a escova e o fio dental e nem tem o poder de remover a placa bacteriana ou prevenir a formação dela.

O chiclete alivia o mau hálito

Verdade. Com a limpeza superficial que a goma proporciona, o hálito é favorecido já que há a renovação das células da boca. Mas é uma ação momentânea. E não serve para todo mundo. Quem sofre com problemas bucais, como periodontite, cáries ou uma restauração danificada, pode ficar com o mau cheiro acentuado com o uso do chiclete.

Chiclete ajuda a clarear os dentes

Mito. Mesmo as versões que prometem esse benefício contêm concentrações muito baixas de peróxido (substância clareadora) para proporcionar algum clareamento. Além disso, ela não pode ser usada em altas concentrações na goma por ser um produto tóxico.

A goma de mascar é indicada para certos tratamentos bucais

Verdade. Em alguns casos, o chiclete é recomendado com ação de fisioterapia. Quando há inflamação dos músculos ou abertura limitada da boca (trismo muscular), o uso da goma é benéfico para minimizar o inchaço, fortalecer a musculatura bucal e recuperar os movimentos da mandíbula.

Fonte: Site UOL – Ciência e Saúde

*Dr. Aurélio Belas